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Áustria: ladrões compram bilhetes e roubam colar de milhões em museu de Viena

• Aug 28, 2026, 5:53 PM
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Dois homens compraram bilhetes para entrar no Museu de Artes Aplicadas (MAK), em Viena, antes de partirem uma vitrina, se apoderarem de um colar de platina e diamantes de 200 quilates e saírem, indicou a polícia esta sexta-feira.

Os media austríacos adiantaram que o colar Van Cleef & Arpels, com 673 pedras preciosas, vale vários milhões de dólares. Trata-se do mais recente de uma série de assaltos de grande impacto a museus europeus.

A polícia explicou que os dois homens não usavam máscara, pagaram para entrar no museu e ficaram claramente visíveis nas câmaras de videovigilância durante o assalto de quinta-feira.

Segundo o comunicado, “partiram uma vitrina de vidro” com um martelo antes de “fugirem com as jóias numa direção desconhecida”.

O museu MAK confirmou o roubo, mas afirmou que não fará comentários enquanto a investigação estiver em curso.

O colar fazia parte de uma exposição dedicada aos designers franceses Van Cleef & Arpels. Cerca de 500 peças estão em exibição desde junho. O encerramento da mostra está previsto para 27 de setembro.

Apesar de o MAK ter anunciado que a exposição permaneceria encerrada até nova ordem, a ala onde ocorreu o roubo reabriu horas depois.

O pátio interior do Museu de Artes Aplicadas, em Viena, 3 de setembro de 2018
O pátio interior do Museu de Artes Aplicadas, em Viena, 3 de setembro de 2018 CC BY-SA 4.0/Thomas Ledl

Roubo faz lembrar assalto ao Louvre

O colar roubado foi concebido para a antiga família real egípcia e foi usado pela rainha Nazli, em 1939, no casamento da filha Faiza com o futuro xá do Irão, Mohammad Reza Pahlavi.

No seu site, a Van Cleef & Arpels descreveu a peça roubada como um “triunfo de joalharia branca”. A empresa francesa não comentou de imediato o roubo.

Vários museus europeus têm sido alvo de uma série de roubos surpreendentes desde que, em outubro, ladrões entraram no museu do Louvre, em Paris, em plena luz do dia, e fugiram em menos de oito minutos com jóias avaliadas em 88 milhões de euros.

Na quinta-feira, assaltantes roubaram o Tesouro de Villena, uma das maiores coleções de ouro da Idade do Bronze, num museu da cidade espanhola de Villena, levando a maior parte das mais de 50 braceletes, tigelas, recipientes e outros objetos em exposição, na sua maioria em ouro.

Quatro obras “de valor extraordinário” do artista renascentista Antonello da Messina foram roubadas de um museu na Sicília, indicou no domingo o Ministério da Cultura italiano.

Dois dias antes, a polícia italiana anunciou ter recuperado quadros de Renoir, Cézanne e Matisse, avaliados em mais de 8 milhões de euros, que tinham sido roubados do museu da Fundação Magnani-Rocca, perto de Parma.