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FIFA defende Infantino após revelações sobre alegada amante indemnizada pela UEFA

• Aug 9, 2026, 8:48 AM
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A FIFA divulgou um comunicado em defesa do seu presidente, Gianni Infantino, face ao que descreve como uma “campanha concertada e contínua” para minar a sua liderança da organização.

O texto foi publicado no sábado, um dia depois de o jornal britânico The Daily Telegraph ter avançado uma notícia que levanta questões sobre um pacote de indemnização pago pela UEFA a uma funcionária que trabalhou com Infantino quando este era secretário-geral do organismo que tutela o futebol europeu.

Segundo o Daily Telegraph, a mulher terá recebido da UEFA uma quantia de seis dígitos como compensação após um alegado relacionamento amoroso com Gianni Infantino. Durante essa relação, Infantino terá promovido a funcionária, de acordo com as mesmas informações.

Ao mesmo tempo que confirmou que o pagamento de saída “estava em conformidade com a regulamentação em vigor para o pessoal cessante na altura”, a UEFA afirmou que as regras foram reforçadas desde 2016 e que atualmente “correspondem às de uma organização moderna e de grande visibilidade”.

Responsáveis de topo da UEFA ponderam abrir uma investigação ao período de Infantino na organização para perceber como foram efetuados os pagamentos e se o alegado relacionamento influenciou decisões.

Infantino trabalhou na UEFA durante 16 anos antes de ser eleito presidente da FIFA.

Campanha de desinformação

Num comunicado divulgado no sábado, a FIFA acusou os críticos de Infantino de tentarem enfraquecer a sua autoridade e afastá-lo do cargo sem respeitar o devido processo.

“É cada vez mais evidente que existe, por parte de alguns, um esforço concertado e contínuo para minar a FIFA e o seu presidente”, lê-se no comunicado. “Quem não tem o apoio das federações-membro da FIFA não deve procurar conseguir, através de acusações, insinuações ou desinformação, o que não consegue pelos processos democráticos estabelecidos pela FIFA”.

Segundo o mesmo texto, alguma cobertura mediática tem incluído “afirmações sem fundamento e alegações demonstravelmente falsas”, que não devem ser apresentadas como factos.

“A mudança desafia inevitavelmente interesses instalados, mas a discordância com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou a instituição que foi eleito para dirigir”.

Plano de Infantino gera contestação

Infantino enfrentou forte contestação depois de virem a público detalhes do seu plano para vender receitas do Mundial a fundos de capital privado. A UEFA e duas outras confederações continentais — a CONCACAF, da América do Norte, e a Confederação Asiática de Futebol — rejeitaram a proposta.

Ainda assim, recebeu o apoio do órgão de gestão da FIFA na quarta-feira passada, após uma reunião em Marrocos, e pediu desculpa pelo processo. A ameaça da UEFA de levar os seus 55 países-membros a boicotar as competições da FIFA até o plano ser abandonado manteve-se, com a UEFA a afirmar na quinta-feira que o anúncio “não muda nada”.

Este texto foi traduzido com a ajuda de inteligência artificial. Comunicar um problema : [feedback-articles-pt@euronews.com].