Pedra mantida por família durante décadas vale um milhão de dólares

A pedra de 3,5 kg, encontrada na década de 1960 por uma mulher no leito de um rio local no sudeste da Roménia, foi guardada durante anos em casa sem que ninguém percebesse o seu verdadeiro valor. Depois da morte da mulher em 1991, um parente que herdou a casa passou a suspeitar da aparência peculiar e do peso da pedra.
Levou a pedra às autoridades locais para exame, e testes de especialistas no Museu de História de Cracóvia, na Polónia, revelaram que o objeto era de facto a maior peça intacta de um tipo de âmbar conhecido como “romanite” alguma vez descoberto.
Romanite é um tipo raro de âmbar nativo da Roménia que é muito procurado no mercado de pedras preciosas devido às cores escuras e avermelhadas.
O âmbar originou-se da goma fossilizada de árvores antigas e estima-se que tenha entre 38 e 70 milhões de anos, segundo especialistas.
“Esta descoberta é de enorme significado científico e museológico, classificámo-la como património nacional”, diz Daniel Costaque, diretor do Museu Provincial de Buzău.
Este pedaço de âmbar está guardado desde 2022 no Museu Buzău, localizado na mesma cidade onde o objeto foi descoberto.
Relatos sugerem que a casa, onde o âmbar esteve guardado durante anos, chegou a ser assaltada, mas a peça aparentemente insignificante nem sequer atraiu a atenção dos ladrões.
O caso faz lembrar um semelhante ocorrido no estado norte-americano do Michigan, onde um homem, depois de décadas a usar um pedaço de rocha como suporte em casa, descobriu que era na verdade um meteorito raro avaliado em 100 000 dólares.
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