82.ª edição do Festival de Veneza espera estrelas de Hollywood

A Ilha do Lido, palco para o festival de cinema de Veneza, já começou a receber algumas das figuras mais importantes do cinema de todo o mundo.
Com arranque no dia 27 de agosto, esta edição aguarda estrelas de Hollywood como George Clooney e Emma Stone, ambos protagonistas de filmes que estão na corrida para o Leão de Ouro.
"Jay Kelly", do diretor Noah Baumbach, tem como protagonista George Clooney que interpreta um ator famoso que sofre de uma crise de identidade. Com o seu dedicado empresário Ron (Adam Sandler) embarca numa viagem turbulenta e inesperadamente profunda pela Europa.
Também "Bugonia", do realizador grego Yorgos Lanthimos, com Emma Stone como protagonista, está na corrida do mais alto galardão.
"Bugonia" é um remake de um filme coreano de ficção científica de 2003, Save the Green Planet, e conta a história de dois jovens obcecados por conspirações que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena determinada a destruir o planeta Terra.
Entre os 21 filmes em competição para o "Leão de Ouro" contam-se, entre outros, "La Grazia", de Paolo Sorrentino, "The Smashing Machine", de Benny Safdie, com Dwayne Johnson e Emily Blunt nos papéis principais, e "Father, Mother, Sister, Brother", de Jim Jarmusch, com Cate Blanchett e Adam Driver.
Na cerimónia de abertura, o realizador alemão Werner Herzog, recebeu o Leão de Ouro pela carreira e vai também apresentar o seu novo filme, intitulado "Ghost Elephants".
O júri deste ano será presidido pelo realizador americano Alexander Payne, que terá a seu lado cineastas como Stéphane Brizé, Maura Delpero, Cristian Mungiu, Mohammad Rasoulof e as atrizes Fernanda Torres e Zhao Tao.
Portugal vai estar representado com o filme "Aniki Bobó", a primeira longa-metragem de Manoel de Oliveira, que vai ser exibido no programa "Clássicos de Veneza", uma sessão dedicada a "obras-primas restauradas" com curadoria do diretor artístico do festival, Alberto Barbera.
De lembrar que esta edição também fica marcada pela carta assinada por um grupo de cineastas internacionais a pedir aos responsáveis pelo Festival de Cinema de Veneza coragem "na condenação do genocídio em curso em Gaza."