Corpo de refém luso-israelita recuperado pelas Forças de Defesa Israelitas

O governo de Israel informou no sábado que as IDF recuperaram o corpo de Idan Shtivi, feito refém pelo Hamas no dia do ataque ao festival Nova, que decorria na região fronteiriça do sul de Israel, em 7 de outubro de 2023.
Israel disse ainda que devolveu o corpo de Idan à sua família.
Numa mensagem de vídeo enviada à Euronews (também publicada na rede X), o embaixador de Israel em Portugal disse que “Israel conseguiu recuperar o corpo de Idan Shtivi numa operação complexa”.
“Idan era estudante de sustentabilidade que amava a natureza, os animais e a fotografia. A família de Idan visitou Portugal diversas vezes para lutar pelo seu regresso. Que a sua memória seja abençoada", declarou.
Idan Shitvi, 28 anos, era estudante e fotógrafo amador. Segundo o correspondente da SIC no Médio Oriente, Henrique Cymermam, Idan "esteve em Portugal uma época, quando recebeu o passaporte. Veio de uma família sefardita e gostava muito de Cristiano Ronaldo", disse o jornalista em declarações à SIC Notícias.
"Lembro-me que estive no quarto dele e que tinha uma série de símbolos e bandeiras portuguesas", recorda o correspondente quando conheceu a família, dois dias depois do massacre.
A família e os irmãos de Idan, Iron Shtivi e Omni Shtivi estiveram em Lisboa, em dezembro de 2023, para pedir ajuda ao governo português para que ajudasse na libertação do irmão então refém do Hamas.
Segundo o exército israelita, o luso-israelita morreu em 2023, no dia do festival, mas só em outubro de 2024 é que a sua morte foi confirmada.
O anúncio sobre a identificação do corpo do luso-israelita foi feito um dia depois de Israel ter dito que recuperou dois cadáveres, um deles era o de Ilan Weiss, de 55 anos, que tinha sido recuperado numa operação secreta; o segundo corpo veio agora a saber que era o de Idan Shtivi.
A IDF não forneceu mais detalhes sobre a referida operação secreta, que o embaixador de Israel disse ter sido "complexa".
Entretanto, o governo português lamentou a morte do cidadão luso-israelita. Através da conta oficial na rede X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros apresentou “condolências à família e ao povo de Israel, solidarizando-se com o seu sofrimento”.
No ataque de 7 de outubro de 2023, os militantes do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas, na sua maioria civis, e fizeram 251 reféns. Acredita-se que até ao momento, 48 estão ainda em cativeiro. O exército israelita tem esperança de que pelo menos 20 ainda estão vivos.
A investida do Hamas espoletou uma dura guerra que se prolonga até ao momento e que já resultou na morte de mais de 63.000 palestinianos em Gaza, sendo, na sua maioria, mulheres e crianças, informou o Ministério da Saúde de Gaza, no sábado, que não faz distinção entre civis e combatentes.
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