Reform UK denunciado à polícia por alegadas doações ilegais
O partido Reform UK, liderado por Nigel Farage, foi denunciado à Polícia Metropolitana e à Comissão Eleitoral por alegados donativos ilegais.
Lisa Smart, porta-voz dos Liberal Democrats para o Cabinet Office, afirmou que o caso envolvia "a aceitação e ocultação de um donativo de um doador não autorizado".
A queixa surge na sequência de uma investigação secreta realizada pela empresa Verbatim e transmitida pelo programa Channel 4 News da estação britânica Channel 4. A investigação filmou membros do Reform a discutir donativos do filho de um financista norte-americano que, na realidade, era um repórter infiltrado.
De acordo com a lei britânica, as doações de investidores estrangeiros são ilegais.
O Partido Trabalhista, que está atualmente no governo, declarou igualmente que tenciona comunicar o caso às autoridades policiais.
O Reform negou qualquer irregularidade e classificou a reportagem como "uma farsa perpetuada por ativistas das alterações climáticas financiados pelo estrangeiro que se fizeram passar por potenciais doadores do partido", insistindo que o partido tem "um processo rigoroso de verificação de potenciais doadores aprovado pela Comissão Eleitoral".
Num comunicado, o partido afirmou: "Embora o Reform UK negue toda e qualquer irregularidade relacionada com o programa da Channel 4 desta noite, o partido está, por rotina, a realizar uma investigação interna sobre as circunstâncias da sua emissão".
Entretanto, um antigo diretor executivo da Comissão Eleitoral declarou que há indícios de possíveis crimes.
Conferência arranca sob escrutínio
As acusações surgiram precisamente quando o Reform abriu a sua conferência anual em Birmingham, onde Farage procurou reafirmar a sua autoridade, após um verão difícil durante o qual o partido ficou atrás do Partido Trabalhista nas sondagens.
Farage já é alvo de uma investigação separada sobre os seus padrões de conduta parlamentar relativa a um donativo de cinco milhões de libras (5,82 milhões de euros) por parte do empresário de criptomoedas Christopher Harborne. Segundo Farage, o donativo destinava-se a cobrir a sua segurança pessoal e não precisava de ser declarado, visto ter sido recebido antes de ter sido eleito deputado.
Farage rejeita repetidamente qualquer sugestão de irregularidades, afirmando: "Não cometi qualquer irregularidade. Não violei a lei de forma alguma”.
O vice-líder, Richard Tice, enfrenta igualmente questões separadas sobre ofertas não declaradas.
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