Ucrânia e NATO reafirmam empenho numa paz longa e duradoura

O secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, sublinhou esta quinta-feira que qualquer cessar-fogo ou acordo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia deve ser "duradouro".
"Louvo os esforços americanos para quebrar o impasse, isso é importante. Temos de garantir que, sempre que se chegue a um cessar-fogo ou a um acordo de paz, este seja duradouro", afirmou.
No seu discurso, acrescentou que a guerra em curso não é apenas entre dois vizinhos, mas sim um "conflito global", referindo que a Rússia está a trabalhar com os seus aliados, a China, a Coreia do Norte e o Irão,* para atingir os seus objetivos.
O secretário-geral da NATO sublinhou ainda que o resultado do conflito é crucial para o resto do mundo, afirmando que a segurança e a estabilidade de muitas regiões, como o Indo-Pacífico, estão em jogo.
"O primeiro secretário do Partido Comunista da China, Xi Jinping, é o único que irá julgar o resultado desta guerra", afirmou Rutte.
"E ele estará a ver quem sai por cima. Será a Rússia ou o Ocidente? E isso também o irá informar sobre os seus próximos passos no Indo-Pacífico, não tenho dúvidas".
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, apelou a uma "paz duradoura e abrangente".
"A Ucrânia mostrou a sua disponibilidade para alcançar a paz. Aceitámos a proposta dos EUA de um cessar-fogo provisório de 30 dias sem quaisquer condições. Esta proposta ainda está em cima da mesa. Mas podemos ver que, em vez de a aceitar, Putin fala de exigências e condições", disse Sybiha.
"A Rússia tem de levar a sério a paz", acrescentou Sybiha, apelando às nações que exerçam mais pressão sobre Moscovo para que aceite um acordo.
"Chegou o momento da diplomacia, mas também da pressão e da dissuasão. Enquanto a atenção dos meios de comunicação social se centra nas guerras comerciais globais, não podemos esquecer que está a decorrer uma verdadeira guerra em grande escala na Europa. A Rússia continua a ser uma ameaça existencial para a Europa", alertou Sybiha.
Os comentários foram feitos no momento em que os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reuniram em Bruxelas. Durante as conversações, os ministros deverão discutir a situação na Ucrânia.
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